História do Município de Mariópolis

Mariópolis, PR °min °max

Mariópolis encontra-se entre os menores municípios do Paraná. Sua área é 230,365 Km² de extensão. Situam-se geograficamente no sudoeste do estado, ocupando 433 hectares de área urbana ou seja 4,33 km2 e na área rural 22.603 hectares ou seja 226,03 km2, totalizando o município possuí uma área de 23.036 hectares.

Limita-se ao norte com Pato Branco ao Sul com São Domingos (SC.), ao leste com Clevelândia ao oeste com Vitorino e Galvão (SC.). Localizando-se entre 52º e 25 minutos a 52º e 34 minutos de longitude oeste e 26º 12’5 a 26º 22 minutos de latitude sul. Esta 454 km Distante de Curitiba e 1819 Km distante de Brasília.

O relevo apresenta topografia levemente ondulada estando a 850 metros acima do nível do mar.

A área do município faz parte do Terceiro Planalto do TRAP do Paraná caracterizando-se pela grande uniformidade geológica e pela presença de extensos lençóis de lavas de origem vulcânica. Dentre as rochas, o basalto compõe a grande parte predominante. Constitui cerca de 98% das rochas formadas a partir do vulcanismo ou efusão, cujas origens estão 45 a 60 Km abaixo as superfície.

A origem do Município está ligada à Fazenda São Francisco de Sales, que era uma extensa área de terra coberta por matas virgens com abundantes pinheirais. Aos poucos foram aportando nesta fazenda com a finalidade de colonização, os desbravadores vindo de Guaporé Rio Grande do Sul entre os quais os Srs. João Soranzo, Basílio Bordin, João Merlo. O único acesso à Fazenda São Francisco eram picadas carroçáveis. O local escolhido por estes pioneiros constitui hoje o local onde está a cidade de Mariópolis. A Fazenda São Francisco de Sales abrangia toda a região ou área ocupada hoje pelo Município, que pertencia ao Município de Clevelândia. Por intermédio do Governo Estadual foi construída a estrada que iria ligar Clevelândia ao Sudoeste do Estado, atravessando a mencionada Fazenda São Francisco de Sales, estrada denominada de PR-5 Curitiba Barracão.

A construção da referida estrada foi interrompida em 1930 na altura do Rio Pinheiro, tendo sido reiniciada somente em 1932, chegou a região a família Barbosa Rocha que se tornou possuidora da maior parte das terras da Fazenda São Francisco de Sales. Naquela época, para que os colonizadores se considerassem possuidores de terras bastavam construir um rancho. Uma das primeiras atividades dos colonizadores era a criação e engorda de suínos, eram soltos nos milharais e só eram retirados depois de engordados. A exportação era para Videira e Joaçaba – SC.; e o transporte era feito através de tropas a pé. Os preços dos suínos eram em média de 4 a 5 mil réis dependendo do tamanho, cujo o tamanho ideal era de 50 cm de altura.

Em 1947, os engenheiros Gutierrez e Beltrão efetuam a medição da Fazenda São Francisco de Sales. Em 1948 chegaram ás famílias Roberto Bier, Bombonato, Câmpara e Galiotto, vindas do Rio Grande do Sul.

Nessa época já formava um núcleo, quando então a Cia. Clevelândia Industrial e Territorial – Citla adquiriram parte da área e iniciou a venda de colônias (cada um com 10 alqueires). Em 1949 foi instalada a primeira serraria pertencente à CITLA sendo que até aquela época as casa eram de madeira lascada e serradas a mão pelos próprios moradores. Em 1950 foi construída uma fábrica de pregos que pertencia a Salvador Simionato. A partir de 1950 as serrarias se multiplicaram; o preço médio de um pinheiro era de dois réis.

Inicialmente denominado núcleo ou povoado Rio Veado, visto o Rio de mesmo nome o qual era local de caçada de veados.

Mais tarde foi lhe dado o topônimo de Mariópolis, em homenagem ao Sr. Mário José Fontana, pessoa que representava a CITLA, e dentro dos interesses da empresa muito contribuiu para o desenvolvimento do Município.

Os primeiros moradores passaram dificuldades, pois, as vendas e compras eram feitas em Clevelândia. Em 27 de janeiro de 1951 pela lei estadual nº 613, o povoado de Mariópolis foi elevado à categoria de Distrito Administrativo de Clevelândia.

Em 1958, por Lei Estadual foi criado o Município de Mariópolis, tendo como Prefeito o Sr, Ernesto Colnaghi, mas logo em 1959 o Município foi instinto. (Sobre este fato não se tem dados exatos).

Todavia em 25 de julho de 1960, pela Lei nº 4.245, foi novamente criado, sendo novamente Prefeito o Sr. Ernesto Colnaghi, o qual assumiu o cargo por indicação do Governo do Estado.

O desejo de a sociedade emancipar-se foi encabeçado pelo Deputado Cândido Machado de Oliveira Neto.

Mariópolis recebeu muita influência da Igreja Católica. A primeira igreja foi construída próxima a atual Panificadora Fioravanço. Toda comunidade colaborava nas promoções e eventos programados. Assim, foi criada a Paróquia São Francisco de Sales no ano de 1956, por decreto do Exmo. Senhor Dom Carlos Eduardo de Saboia de Mello OFM.

O Primeiro Pároco foi o Reverendo Padre Eduardo Rodrigues Machado, que tomou posse no dia 20 de fevereiro de 1956 a 1964.

Hoje temos uma história enraizada no passado. Mesmo que o presente muito já foi mudado, não há como desligar-se de tudo o que foi real e vivido pelos mariopolitanos.

Já não estão mais aqui os donos das serrarias que tanto exploraram a madeira. Os que ficaram mudaram de ramo. As empresas que mais enriqueceram mudaram para outros lugares.

Assim, a sociedade vem alicerçando-se em pequenas e médias propriedades onde predomina a agropecuária.

Os que persistiram em fixarem-se neste município são na grande maioria descendentes de migrantes gaúchos, vindos das ‘’terras velhas’’ do Rio Grande do Sul: Caxias do Sul, Passo Fundo, Guaporé, Arvorezinha e outros lugares.

Mas temos a presença ainda dos Paranaenses natos, dos Catarinenses. Porém de outras regiões do Brasil registra-se um pequeno número de pessoas. Conforme dados do último senso  Mariópolis está com 6.269 mil habitantes.

O Município no Espaço Regional da Mesorregião Geográfica do Sudoeste do Estado do Paraná. Esta mesorregião está dividida em três microrregiões, a saber: Capanema, Francisco Beltrão e Pato Branco (UNIOESTE; ITAIPU).

A mesorregião Sudoeste Paranaense está localizada no Terceiro Planalto Paranaense e abrange uma área de 1.163.842,64 hectares, que corresponde a cerca de 6% do território estadual. Esta região faz fronteira a oeste com a República da Argentina, através da foz do Rio Iguaçu, e ao sul com o Estado de Santa Catarina. Possui como principal limite geográfico, ao norte, o Rio Iguaçu. É constituída por 37 municípios, dos quais se destacam Pato Branco e Francisco Beltrão, em função de suas dimensões populacionais e níveis de polarização (IPARDES, 2003).