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Alerta para Hantavirose é divulgado pela Superintendência de Vigilância em Saúde do Estado

O Centro de Saúde, através da Enfermeira de Epidemiologia Silvania Bussolaro, emitiu na manhã de hoje, dia 31, um alerta sobre o surgimento de Hantavirose no Paraná. O caso, divulgado pela Superintendência de Vigilância em Saúde do Estado, ocorreu no município de Prudentópolis.

Nas Américas, a hantavirose é considerada uma doença emergente e se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, cuja suspeita diagnóstica é baseada fundamentalmente em informações epidemiológicas, até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos.

Os sintomas mais frequentes da hantavirose são muito parecidos com os de qualquer virose nos primeiros dias, já que a infecção causa febre, dor de cabeça, vômitos, náuseas, tonturas, tosse seca, falta de ar, dores musculares e dor abdominal. Esses sintomas duram, em média, de um a seis dias, depois dos quais pioram progressivamente.

Segundo o Veterinário do Centro de Saúde, Sr. José Gil Rivas “Os hantavírus possuem como reservatórios naturais alguns roedores silvestres que contaminam o ambiente, eliminando o vírus pela urina, saliva e fezes. O homem, que parece ser a única espécie a adoecer, se infecta, principalmente, por meio da inalação de aerossóis”.

Neste mês de julho foi confirmado o primeiro caso do ano, em Prudentópolis com evolução para cura. Esta situação nunca foi vivenciada pelo Estado, sendo comum a confirmação de mais casos no primeiro semestre. Este panorama está sendo observado também nos demais Estados da federação. Conforme informações do Ministério da Saúde, as alterações climáticas podem estar influenciando no comportamento dos roedores silvestres.

Conforme previsão da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento espera-se uma super safra de grãos a partir deste mês, expondo o agricultor de pequenas propriedades muito mais ao risco da Hantavirose durante a colheita e armazenagem da produção.